Quase 2007 e o mundo busca imagens de um enforcamento. Saddam, julgado pela morte de mais de uma centena de pessoas tomba pelo pescoço. Dirão que é simbólica essa execução em sentidos diversos. Ressalta-se a dimensão do ditador. A morte precisa ser justificada em tempo. Sendo seus feitos de ditador incômodo que lhe renderam a forca, emerge um estranho caça-palavras para quem vive. Onde se pode ditar e como se deve ler o ditado.
Lembro vagamente dos dias em que pratica o exercício do ditado em sala de aula. Aprendia a escrever. Lá a pena era imediata, mas havia uma correção explícita; o que servia, servia. O que estava errado, estava errado. O mundo não era assim, mas os ditos e a leituras tinham mais sabor de descoberta que de medo.
Escrito por Kleber às 10h12
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