Andei afastado do blog. Desplugado. Mudanças de cidade, de bairro, de casa nos deixam reféns do setor de serviços. É triste a coisa. Uma promessa vã, muita raiva e ansiedade e no fim, quando alguma ordem se estabelece a gente esquece o setor de serviços e seus servidores terceirizados. Telefone, energia, transportadoras, etc.
Esse esquecimento é fruto de um auto-serviço de limpeza de si, que operamos para que o liberalismo caminhe.
Digo isso, provocado pelo Junior, em três comentários que deixou em post passado. Indagava sobre muitas coisas, que não sei se tenho resposta. Assim, ficarei flanando entre uma ou duas, que margeiam o que se toma por liberalismo e conservadorismo num texto que escrevi sobre as eleições nos EUA.
Reli o texto e reafirmo o dito. A América está mais para o mundo que para os americanos. Eles atiram nos outros indistintamente, melhor, lhes bastam algum interesse. É o estado mais assassino da contemporaneidade. Matam por bala, matam por asfixia. De algum modo, grandes segmentos da sociedade americana, incorporam essa política, conservam esse estilo de ser, saia ou entre republicano ou democrata. O marketing garante uma ilusão de diferença, mínima aos meus olhos. Diria insignificante. O lance é que conservação requer a instalação de um mecanismo que faça parecer aos vivos, alguma mudança; seja de nomes, de gênero, de sigla. Mas essa mudança não implica alteração nos fundamentos. É como naquele seriado Dallas ou na trilogia do Poderoso Chefão. Muda e permanece. Eis a alma liberal que nos consome. Acho que é por aí...
Escrito por Kleber às 19h34
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