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Quem não quis escutar?
O jornalista Kennedy Alencar da Folha de São Paulo, quer saber porque Lula não investigou os escândalos (para assinantes UOL) dos 8 anos de FHC. Na coluna Pensata sugere uma incoerência do Lula em realizar a denuncia hoje, quando poderia ter investigado ontem. Raciocínio aparentemente óbvio, mas que habita a neblina filosófica.
Governar não é dar conta de tudo. Essa é uma mistificação grosseira que ilude a escolha dos desinformados da realidade que lhe está distante. Ninguém consegue ver tudo e muitas vezes, mesmo vendo, conclui que há prioridade em questão é outra.
Isso tornaria uma virtude, cuidar dos próprios erros, em vez de esmiuçar os erros alheios. O governo Lula parece estar cuidando dos próprios erros. Muita gente rodou, gente grande. O ministério público atua como nunca. A polícia Federal também. Parece tanta a autonomia, que um delegado toma para si uma investigação da qual não faz parte, e produz informações que garantiriam mais clarividência, ao seu ver, à escolha do eleitor no 1o turno.
Indiscutivelmente a realidade investigativa do governo Lula, dos próprios equívocos ou dos crimes do seu tempo, dista em muito dos acobertamentos do PSDB em tempos passados e presentes. Alckmim foi um governador que não se deixou investigar. Está nos registros da história. Essa é a diferença política entre o PT e suas alianças e o PSDB e seus aliados. Muitas vezes a gente adora dizer coisas e mais ainda, se incomoda em escutar o que parece estranho ao hábito. Além dos olhos, por enquanto, os eleitores brasileiros têm aguçado também outros sentidos e assim, se permitido outras percepções. A mídia do entretenimento perdeu alguma coisa. Deveria quem sabe, investigar-se. Será que se escuta ou melhor; não deveria o Kennedy Alencar ao propor um pensamento, cobrar daqueles que não se permitiram escutar? Mundos partidos, pensamentos repartidos!
Escrito por Kleber às 12h08
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A gente não tem escrúpulos. O que é bom a gente mostra, o que é ruim, esconde
O Alckmin falou grosso no último debate. Pena que engasgou na hora de falar algumas verdades sobre si mesmo (e sobre o tucanato). Pra ajudar um pouco o nobre candidato, seguem notinhas interessantes sobre o governo dele em Sampa, publicadas na FSP, coluna da Mônica Bergamo.
Choque tucano O "choque de gestão" de Geraldo Alckmin em São Paulo deixou, só até setembro, um rombo de R$ 1,2 bilhão nas contas do Estado. O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, confirma a informação. Há três meses, ele enviou ofício a todos os secretários proibindo novos investimentos e determinando "redobrada atenção do governo" e "rigorosa austeridade nos gastos públicos". Houve também "diminuição no ritmo de velocidade das obras", diz Fernando Braga, ex-assessor especial de Alckmin e hoje secretário de Planejamento.
CHOQUE TUCANO 2 Só a suspensão de novos gastos não será suficiente para enquadrar as contas paulistas na Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo está atrás de novas receitas. Espera que nesta semana seja aprovada a lei que dá descontos de até 100% nas multas e 50% nos juros para devedores de ICMS que saldarem seus débitos já. Com isso, espera arrecadar R$ 700 milhões, diz Braga, do Planejamento. O que falta para cobrir o rombo deverá vir de uma "blitz gigante" sobre os 50 mil maiores devedores de IPVA do Estado.
O link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2709200608.htm
Pra quem gosta de ver mais, um videozinho "engraçado" sobre a (fuga da) reponsabilidade do Alckmin no caso do PCC.
http://www.youtube.com/watch?v=vsRynm18_Eg
Abraços
Escrito por Maikel às 01h56
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Vida de boneco
Geraldo Alckmim não tem carro?
Todo dia ele faz tudo sempre igual. Pega o táxi e vai trabalhar na sua campanha. Será que não tem carro, o Geraldo Alckmim ou será que essa é mais uma cartada para fazer colar a imagem de um homem disposto a largar as regalias que um cargo que a presidência da república requer? Enigmático? Nem um pouco.
Geraldo tenta se aproximar desesperadamente daquilo com o qual nunca foi próximo; o sabor popular. Novo engano. O povão não anda de táxi. Anda de condução lotada e cara. Em São Paulo, quanto custa? Deveria talvez experimentar ir de transporte público que é administrado pela dupla Tucano-pefelê. Saber como é chegar ao trabalho depois de encarar o humor e suor da multidão desconhecida e indiferente.
Geraldo Alckmim deslavada-mente mostra o que não faz, o que não acredita e violenta assim o pleito. Seu próprio pleito. Pergunta todo tempo de quem é o dinheiro do dossiê que acusaria políticos de seu partido de corrupção. Também cumprimenta Heloisa Cala a Boca dos Companheiros Helena. Além disso, faz quase nada.
Assustou Lula no debate e a mim também. Confesso que não dormi bem aquela noite. Pensei; se essa fera levar a eleição, em fevereiro próximo a quarta-feira de cinzas vai dizer dos bolivianos que matamos para garantir o pátrio direito de explorar o seu gás natural. Bom, mas Geraldo não tem carro. Ih...
Escrito por Kleber às 14h34
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