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São diferentes, como nós!
Voto no Lula, não pelo que ele tem de igual, mas por aquilo que ele apresenta de diferente. A política partidária no Brasil, em geral, engessa os candidatos. É um jogo onde as regras flutuam quase sempre a favor dos interesses privados.
Entendo que o governo Lula começou a romper essa maneira de operar o que é público. Exemplos disso? Aí nosso drama. Sempre que racionalizamos via exemplos, aproximamos os partidos e os candidatos e meu interesse aqui é discutir onde se afastam. Acho que quando a pessoa responde mais vivamente a uma declaração de voto, há nessa expressão componentes que não se consegue explicar com facilidade em palavras.
É a mágica dos relacionamentos, daquilo que reconhece os problemas, as distâncias e mesmo assim quer continuar junto. Essa argumentação não justifica os “aloprados petistas”, mas também não os incinera. A medida do fogo da vida não destrói; cria. Assim que haja escândalos no governo Lula, como não havê-los? Inventamos o jeitinho para justificar escapes e isso as vezes é muito bom, noutras péssimo. Mas o tratamento desses escândalos é novidade em território nacional e a maioria das pessoas sente isso. Esse sentido, que extrapola as súmulas de um TSE partidarizado, só se compreende no instante em que acontece, quando se move nas ruas e nas pessoas. Daí a vontade de movimento. Daí votar no Lula!
Escrito por Kleber às 11h58
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Imagem referente ao post abaixo

Escrito por Kleber às 08h41
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Santinho ou diabinho?
A corrupção no Brasil é algo difícil de ponderar. Junto a ela, outras temáticas também se esvaziam e a política pouco avança. Que o PSDB diga que o bom do governo Lula é a suposta continuidade que deu a propostas do FHC, é direito deles. Democracia é assim: cada um luta para fazer da verdade aquilo que lhe agrada. Não precisava, por outro lado, por no santinho (cola eleitoral) distribuído no sertão do Pernambuco a foto do Lula e o número 45 abaixo. Com a palavra o senhor Marco Aurélio Mello, presidente do TSE.
Clique em http://www.supramax.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=317 para ver.
Escrito por Kleber às 08h38
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conversar é preciso
O que seu voto faz comigo
e o que meu voto faz contigo?
O que vão dizer os candidatos nos próximos debates? Coisas boas sobre si e coisas ruins sobre o outro. Resposta óbvia. Leitura primeira que se faz desse tipo de encenação. Jornalistas vestirão os óculos de especialistas para enxergar aquilo que faz manchete e vende jornal. De acordo, é claro, com os interesses da empresa que lhe paga pelos verbos produzidos.
Até aqui tudo na ordem do dia. Entretanto como pode ser a leitura nossa, da gente que vota e acredita no sentido desse voto?
Penso que essa leitura pode acontecer de muitos modos, intangíveis possibilidades. Mas creio que duas lógicas de leitura dos debates vão marcar esse pleito. A primeira daqueles de opinião firme, que não vão arredar o pé do voto já dado, por qualquer motivo que seja, mesmo que apareçam atrocidades sobre Lula ou Alckmim. Esse voto tem a marca de uma condição egoísta, por mais virtuoso que seja.
É o voto que na hora vai ficar encantado com a eloqüência de um ou convicto com a firmeza aparente do outro. Sobre esse voto pesa uma responsabilidade singular: não ter se permitido enxergar no adversário uma aliança futura. A paixão que cega.
Há a outra possibilidade de leitura, dentre outras que não vou apontar. É a leitura do voto-corpo flutuante. Daquele que se rende aos apelos midiáticos e muitas vezes, sequer percebe, que mudou de barco ou que o chão lhe sumiu. É um voto que carrega na intuição o seu potencial. É o voto bonito, mesmo que arriscado, pela inconseqüência que venha a produzir.
É importante reafirmar que já não falo dos candidatos, falo sobre eleitores. Nessa conversa então, preciso ponderar sobre esses dois modos de operar a urna eletrônica dia 29, e com alguma tristeza, dizer que o voto bonito, aquele que sentiu a vontade e foi, é nesse momento um voto fora de hora. O debate eleitoral não permite esse tipo de modulação. A realidade está no limite.
Na internet vejo apedrejamentos recíprocos entre eleitores em blogs que tratam do assunto. Nas manchetes o país está dividido. Agora, é importante uma conversa mínima entre os ditos civilizados para que, entre eleitores convictos e entusiasmados, um saiba do outro. Para que se encontrem discursos capazes de uma convivência que encaminhe questões como essa: o que seu voto faz comigo e o meu voto faz contigo?
Escrito por Kleber às 10h34
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Diga-me de novo com
quem pretendes andar?
Brasil dividido, dizem os telejornais e noticiosos impressos. Como somos bípedes, angustiou-me a possibilidade de que a perna esquerda e a direita tomassem pra si alguma autonomia. Trágico um corpo repartido pelas próprias pernas.
O que querem os jornais? Não consigo concluir. Ontem, troquei e-mails com o ombudsman do jornal O Povo (Fortaleza-CE), sobre a edição da primeira página onde a manchete dizia que começava do ZERO a disputa para presidente e mostrava fotos de Lula com 48% e Alckmim com 41%. Que ZERO é esse, quis saber?
Foram três e-mails e as resposta vinham e justificavam a edição pela questão da objetividade jornalística. Para quem não é do ramo, talvez fique complicado o entendimento de alguns conceitos, mas 2º turno e continuidade do pleito e não uma nova eleição. É uma tentativa de maioria absoluta. Talvez um complexo coletivo que venha a sustentar por algum tempo a opinião do eleito. Ranços do autoritarismo que nos habita.
Bom, mas do ZERO não viemos e nem a ele se chega. O marco inicial ilude as possibilidades para caminhar. Exemplo disso é a resposta dada pelo deputado Gabeira ao jornal Folha de São Paulo de hoje. Vejamos:
FOLHA - O sr. vai apoiar Alckmin? GABEIRA - Há uma conversação em curso no PV no sentido de apoiar o Alckmin. Não vou propor o voto nulo, e possivelmente vou votar nele. Mas não me interessa entrar na campanha de ninguém. Eles estão sendo eleitos para governar, eu para fiscalizar. Eu me considero uma pessoa independente apoiando projetos que acho corretos e criticando os que não acho corretos.
O esforço do deputado verde em ser isento com o por vir, escorrega no compromisso que cada voto carrega. Uma reificação do mito do humano repartido, especializado, que dista por interesse particular, daquilo do que não quer fazer parte, mesmo fazendo. Por isso amigos, aos bípedes é possível supor que todo passo a frente, sustenta-se num pé atrás. Onde estaria o zero?
Escrito por Kleber às 08h22
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Liberdade de imprensa
From: "Lima"
O texto que segue, da Profª Ivana Bentes, foi encomendado pela Folha de São Paulo, Caderno Mais, para ser publicado no próximo Domigo, especificando que o autor devesse escolher um antigo Presidente da República, já morto, que, de volta, comentasse os fatos políticos de agora. Ivana escolheu Jango, produziu e enviou o texto para a FSP. Hoje, foi-lhe comunicado que não será publicado. Motivo: o texto estava "fora do foco", Jango virou Lula! Então, se a FSP, com seu conceito relativo de liberdade de expressão, não publica, nós fazemos circular.
Um abraço, Lima.
Play it again, Jango!
Ivana Bentes
Morri no exílio, na província argentina de Corrientes, em 6 de dezembro de 1976, sozinho, vítima de ataque cardíaco, numa fazenda da fronteira. Tentava voltar para o Brasil, de onde me expulsaram com o Golpe Militar depois que anunciei, no dia 13 de março de 1964 num comício para 150 mil pesssoas na Central do Brasil que iria fazer a Reforma Agrária, Urbana, as reformas na Educação, a Reforma Eleitoral, Tributária...
Não deixaram fazer nada e me derrubaram! As forças mais conservadoras da sociedade Brasileira se uniram e foram convocadas a me depor, toda a imprensa ficou contra mim, Esse já era o terceiro golpe midiático-militar, botaram a classe média horrorizada na rua, as senhoras da TFP, editoriais alarmistas e moralistas, páginas e páginas de jornais, rádio, Tv. Assustaram todos até que cai no dia 1º de abril de 1964.
Não adiantou, estou de volta! Não sei como, só sei que eu João Jango Goulart, ex-presidente deposto, retornei, é dia de eleição e estou concorrendo de novo para Presidente do Brasil. Mudei de partido. Estou grisalho, perdi um dedo da mão (onde?) e me dou conta que as forças que me derrubaram em 1964 estão quase todas ai. Continuo com apoio popular, estou com enorme vantagem nas pesquisas, mas por que os jornais dos últimos meses são todos contra mim e meu partido? Estou sendo de novo linchado? Em 64 diziam que eu ia implantar o Comunismo no Brasil e agora que estou implantando a Corrupção em Pindorama!
Meu assessor me informa que vamos assistir a fita com o meu debate na Televisão. Estou reconhecendo o pessoal da pesada de 64. Então tenho uma visão exata de quem eu sou e o que represento no Brasil de 2006, me vendo pelos olhos dos meus inquisidores. Roda o VT. Não, dá um Play. Play it again, Jango! Ouço, e então presente, passado e futuro se dobram na tela da TV.
Entrevistador e dono de uma empresa de TV.
_ Sr, Presidente, de todas as reformas que o senhor propôs, uma é a mais perigosa de todas, é um acinte aos empresários da Comunicação, de Rádio e TV. Sr. Presidente, o senhor tentou entrar na nossa caixa preta, regular nossas empresas com uma Agência. Nos somos contra, Sr. Presidente! Onde já se viu? Deu está dado! Não queremos ninguém novo no negócio. Canal de TV pra Ong, pra Universidade, pra favela? Eles não precisam de nada disso e ainda fazem uns vídeos que são umas porcarias. Qualidade temos nós com essa imagem plastificada, atrizes esticadas digitalmente, programas incitando à delação. Eles a gente emprega pra figuração, usa para vender celular e fazer propaganda da nossa diversidade cultural. Os pobres tem estilo, são vibe, hiper, mob, servem pra vender quinquilharia e show. Mas dar canal de Tv pra essa gente, Presidente? (CONTINUA)
Escrito por Kleber às 12h34
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Sobre a liberdade de imprensa II
Jango. Eu tenho um ministro da cultura que é músico e negro e quer botar ilha de edição, câmeras de vídeo e internet de graça por onde der. É o início da Reforma da Cultura, da Educação, da Comunicação, junto com o Fundeb, o Fundo para a Educação, que eu criei lá em 62, e reeditamos agora. Por que ninguém fala do FUNDEB?! Eu tenho orgulho de estar implantando o Fundeb!! As cotas no Brasil! Estou botando os negros e os pobres dentro da Universidade. Temos que acabar o vestibular, tornar o acesso universal. Além disso eu criei o Bolsa Família, tirando um contingente da miséria, é a maior transferência de renda já feita nesse país. Eu apoio o MST, os Sem-Terto! Me deixem fazer as Reformas! As novas e aquelas, que vocês abortaram em 64!
Professor-Doutor-Pesquisador
_Desculpe, sr. Presidente. Eu fiz mestrado com bolsa Capes, doutorado com bolsa sandwich em Paris VIII, CNPQ, e tive bolsa de pós-doutorado em Oxford. Meus alunos têm bolsa de iniciação artística, científica, extensão... Mas eu sou CONTRA a Bolsa Família!!! É assistencialismo dar 50 reais (é muito, acostuma mal) para pobre. Populismo, sr. Presidente! Minhas bolsas eu ganhei todas por mérito. MÉRITO! E olhe que sou bolsista há 10 anos! Deus me livre perder minha bolsa!
Antropóloga, antes de entrar na roda de debate.
_ Ô diretor, chama um negro ai para aparecer no programa, mas tem que ser contra as cotas. A gente é branco, professor-doutor, não vale. É pro povo entender que é uma merda, que eles tem que entrar para a Universidade sozinhos, por mérito, se não vai cair o nível da universidade. Botar um antropólogo branco, louro de olhos azuis falando mal das cotas não vale, vão cair de pau na gente. Tem que ser negro falando mal das conquistas dos negros.
Diretor de TV
_Você sabe, a gente detona as cotas diariamente nos editoriais, colunas, manchetes, mas nas novelas tem que ser a garota negra com o galã branco. Botamos na tela uns negros limpinhos, bonitos, cheios de dignidade. Provamos que eles vão vencer sozinhos. COTA pra que? Nunca fomos racistas! Querem criar o racismo no Brasil, senhor presidente, O senhor está muito mal assessorado nessa área. Aliás, não vai ter cota para negros em empresas de TV, vai? Deus me livre! Não dá pra fazer Escrava Isaura no Leblon.
Entrevistador-cronista-consultor
_Sr. Candidato, o senhor está na frente das pesquisas, mas como esse povo ignorante, desdentado, feio, pode decidir por mim? EU que frequentava o Palácio do Planalto, que era amigo e confidente do sociólogo, seu cronista-conselheiro. EU que sou especialista em pornografia política. Achei que poderia ser de direita mas escrever genialmente como o Nelson , mas não tenho esse talento. Estou aqui me olhando na TV e só vejo um publicitário mal sucedido, porque o MEU candidato a presidência vai perder as eleições e meus amigos vão ficar fora do poder. Sou a encarnação das forças do ressentimento. Pelo menos sou psicanalizado, me acho um crápula, mas tudo bem. Os empresários me pagam 10, 20 mil por palestra ou consultoria para EU anunciar o Apocalipse. Não tenho o que perguntar só queria dizer olhando bem na sua cara. Eu te odeio, Sr. Presidente e morrerei escrevendo contra tudo o que o senhor significa (baba).
Apresentadora de TV. Então Sr Jango, depois de ouvir isso tudo sobre o seu governo, o que significará a sua reeleição?
Jango: “O triunfo da beleza e da justiça”. E não me chamem mais de Jango, o ex-presidente morreu, no golpe de 64, exilado na fronteira, em 1974. O novo presidente nasceu das crises que vocês criaram, tentando me derrubar , uma duas, três, quantas vezes? Não estou mais só, em 2006, tenho 55% das intenções de votos, atingi o coração do Brasil, sou uma radicalização da democracia. Meu nome é Muitos. Sou uma potência da Multidão.
Ivana Bentes, pesquisadora de Comunicação da UFRJ
Lula é muitos!
Escrito por Kleber às 12h33
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2º turno: outra eleição?
Tudo bem, errei no chute. Aceito bem a crítica e o excesso de vontade demonstrado no post anterior. Mas agora não é hora de lamentar. É hora de trabalhar para vencer essa eleição. O Lula ganhou o primeiro turno, só não teve a maioria dos votos válidos. Bateu na trave.
Entretanto não acho que seja uma outra eleição o 2º turno. Vai ser para o Alckmim. Para o Lula, não. A grande mídia não vai pautar meu pensamento. Quero explicações do PSDB e do Alckmim das relações incestuosas desses com o delegado e o promotor público. Para quem tem UOL, ver coluna do Janio de Freitas de hoje. Casos absurdos de aparelhamento do poder público. Sem falar dos grampos do TSE, que nesse governo não existiram. Se fora do governo, o PSDB consegue aparelhar, imagina dentro. 69 pedidos de CPI arquivados na gestão Alckmim em São Paulo. Um homem que não se deixou investigar.
Pois bem, que seja investigado agora, como o Lula e o PT têm sido. Cabeças já rolaram no PT. Algumas. Outras merecem rolar. As do PSDB estão rolando a custa do voto: Tasso no Ceará perdeu em tudo. PFL: ACM na Bahia; perdeu em tudo.
A eleição continua. Há um candidato que só atira pedras. Um braço de ferro. Resta saber se seu telhado permanecerá virgem nesse restante de pleito.
Escrito por Kleber às 08h54
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53,777...
Um chute. São 10h30 minutos desse domingo. Apenas fui na margem de erro da média dos institutos, para cima. Uma intuição. Uma vontade. Uma convicção, com alguma dúvida. Democracia é isso no brasil eleitoral. Um braZil. Avião grande com brasileiros choca-se com avião pequeno com americanos. Caí o avião brasileiro e dessa tragédia escapa o piloto brasileiro, do pequeno avião brasileiro com americanos.
Esses americanos devem estar a pensar que esse povo – nós - merece essa desgraça que se anuncia de quedas e promessas de subidas. Nosso avião não caiu, e nosso povo caí no avião alheio.
Talvez parte desse povo que nunca andou e nunca vai andar de avião pense que melhor seja não acreditar em vôos que mal carregam seus próprios bicos. Talvez melhor a condução e o tráfego lento, mas com a bóia garantida em casa.
Talvez melhor levantar devagar, tomar um café com pão e ir logo votar nesse que não fez tudo que prometeu, mas fez mais que as promessas dos plumados e aristocratas. Há uma inteligência ebulindo dessa miséria que se assume.
Alguns pontuaram isso em outros endereços eletrônicos e colunas de jornais. Poucos, por certo. Mas esses miseráveis 53,777 não precisaram me ler ou ler qualquer pretenso intelectual, para cravar seu voto hoje no Lula. São analfabetos-funcionais. Não entendem um texto lido. Mal assinam o nome.
Não compreenderam bem o discurso do cabo eleitoral Marco Aurélio de Mello, mas desconfiaram de tantos conselhos.
Blasfemo ao falar por eles, pode alguém supor. Reluto; não sou eu que falo por eles. São eles que falam em mim. Eles que me dizem; calma, não desespere! Somos 53,777. Somos 53,777 e seremos mais ainda, na vitória de hoje ou derrota de amanhã. Não seremos menos nunca mais. Se isso não é um ponto de partida, é nosso maior ponto de inflexão. A mídia não compreendeu a história. Mal aprendeu a fazer a historiografia das coisas. Não é necessário lamentar por eles.
Eis um número que não se pode precisar, mas que mudará para frente!
53,7777777777777777777777777779!
Escrito por Kleber às 10h57
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