Olha o tempo


Imagens

 

O país hoje está entre duas imagens: a fotografia do “suposto” dinheiro de “petistas” e as imagens por vir dos destroços do avião da Gol. Imagens que não precisariam existir, mas que fazer parte da vida.

Pessoas tomam decisões e não há controle depois sobre as mesmas. A gente sai de casa e a vida corre diferente de quando se está em casa.

Algumas pessoas vibram com as fotos dos reais e dólares. A fraude da fraude a beneficiar novamente os tucanos, que seriam alvo do dito dossiê. Isso é muito estranho. Que gente de sorte. O ruim deles sempre fica bom pra eles ou supostamente bom. Amanhã essa dúvida se desfaz.

Esse processo eleitoral enjoa. Talvez um dramim para chegar a segunda-feira bem.

Quanto as imagens do vôo Manaus-Brasília, talvez, demorem a aparecer. O sangue escorrido é feito para alimentar a entressafra e as manchetes dos jornais vivem época de grande colheita.

Um dia triste e suas imagens.



Escrito por Kleber às 11h23
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Debate na Globo

 

Vi trechos. O estômago revirava e para não ter uma noite insone, mudei de canal. Logo dormi. Assim falo do pouco que vi. Alckmim e Cristovam; bons companheiros. Fatura já acertada entre os dois. E porque entre os dois? Por que os dois pontos do Cristovam nas pesquisas, não iriam diretamente para o Alckmim. Assim ele se mantém na disputa. Mas um é o outro e o outro é o um. A frase “concordo plenamente” sela a reciprocidade que guardam entre si.

Heloisa Helena: força exagerada e despreparo emocional. Falo do pouco que vi. Ela, em seu discurso, se dirige a uma virtualidade que parece ser sua própria imagem. Falta-lhe esse discernimento da diferença. Os pobres não são iguais e talvez a maioria deles não goste de gritos. Escutam-nos a vida inteira sem réplica ou tréplica.

Faltou-lhe também, ontem, no pouco que vi, o senso de oportunidade. Deveria ter batido nos dois presentes. Perguntado ao Cristovam se essa relação com os tucanos vem de longe, se é circunstancial ou se é casamento mesmo. Isso lhe renderia aquilo que a tv rende a quem sabe usá-la: o fascínio do público. Ganharia votos, alguns de Lula, outros e Alckmim e outros mais do Corretor Eleitoral.

Sobre W. Bonner ..., ele não é candidato. Tem cargo vitalício. Então deixa quieto. A audiência, medida em São Paulo foi de 30%. A festa de véspera tucana. Da minha janela, num prédio ao lado, luzes apagadas. Uma sala apenas mantinha a tv ligada. Era o debate que passava lá. Frente a tv estaria um dorminhoco ou um cabo eleitoral? Era meia-noite; não poderia ser outra coisa com aquela programação.  



Escrito por Kleber às 07h23
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As pesquisas...

 

O saber moderno tem por sustentação uma explicação metodológica. Se a coisa é verdade é outra discussão, mas quase sempre alguma racionalidade sustenta os discursos pretensamente científicos.

Agora vivemos as horas na expectativa de pesquisas. Gente mais sábia já definiu a parada. Os mais novos ainda anseiam pelos números do Ibope e Datafolha de amanhã e sábado. O Sensus foi excluído da negociação, porque definia o jogo ontem. Já Ibope e Datafolha se escoram na explicação metodológica e dão margem para interpretações e produção de manchetes cheias de interesses corporativos.

O UOL, por exemplo, dá como destaque a pesquisa restrita ao Sudeste, onde a diferença entre Lula e Alckmim é menor. Mais que vergonha, é defesa da verdade própria, do negócio que sustenta. O blog do Josias  (UOL) pede descaradamente um 2º turno, como se um primeiro com a maioria dos votos fosse insuficiente para definir a vontade popular. Pede mais tempo, para que a duvida que a mídia lança sobre o Governo Lula, possa se espalhar entre os eleitores, mais ainda, como se a dúvida por si fosse melhor opção que a convicção.

A força da mídia, dos escolarizados dos Jardins e Murumbis da vida, não pode se sobrepor ao que acreditam as periferias e os sertões miseráveis desse Brasil.

Muitas vezes a condição de miserabilidade impõe dúvidas muito mais consistentes que os ambientes de ar refrigerado e luz artificial. Pode ser essa a principal dúvida posta nesse pleito eleitoral, mas o jornalismo brasileiro não quer se ater a essas condições.

A força dos números busca levar Lula hoje a um alçapão. Eu não iria!  



Escrito por Kleber às 11h23
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Cristovam Buarque

O corretor eleitoral

 

Cada um diz o que quer no meio liberal e paga ou recebe por isso. Insistentemente o dito educador Cristovam Buarque tem servido de porta voz para os projetos do Alckmim, que se traveste de Geraldo, apenas e agora.

Na Globo, ontem e hoje cedo dizia que o país precisa de 2º turno para entender o que se passa, para ter a possibilidade de debater propostas e projetos. Em seguida que Lula sabia do dossiê e da gravidade do que sua interpretação intenta.

Triste figura a deste educador, incapaz de ler nas ruas o que se passa. De perceber-se manipulado pelos meios de comunicação de massa. Esse homem que mais lembra nos últimos dias um catequizador que um entusiasta da sabedoria.

Seria melancólico essa figuração, não fosse o valor que sustenta a sua relação com esse pleito. Das duas uma: ou movido por cego rancor atira naquilo que fora sempre seu único alvo, ou movido por precisa ambição cumpre determinação pela paga acertada, caminha o senhor Cristovam Buarque para o próximo domingo.

Que queira ser presidente, o título de eleitor e o PDT legitimam sua vontade. Que se diga educador a coisa complica. Sua postura faz revolver os intestinos da memória de Darcy Ribeiro e a de quem queira pensar um pouco sobre o que tem feito esse corretor eleitoral.



Escrito por Kleber às 09h49
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Os dois filhos da “Pior Puta”

 

Quem pariu o PSDB e o PFL? Fácil. São produtos do cruzamento (não dá para falar em relação) de um alemão-vampiro que escapou da estaca de um Pracinha brasileiro em Monte Castelo e de uma prostituta polaca, vinda para cá na década de 30, fugindo do regime nazista.

Apesar da perseguição, a dita, gozava apenas nos braços do pior fascista que encontrasse e tinha por bem, não lhe cobrar a fatura. Era seco seu útero e ela acreditava que isso era obra da água que tomava aqui no Brasil.

Isso fez ser reconhecida no estado de Santa Catarina como a “Pior puta”. Foi quando conheceu o vampiro Von Min Tahr, nazista por cruel natureza, que lhe prometeu um filho capaz de vingar a infelicidade dos dois. A malignidade era tanta que nasceram dois garotos já com as presas à mostraim Tahr, que lhe prometeu um filhomseime Santa Catarina como a Pior puta . O mais ativo e presunçoso chamaram de PSDB e o mais gordinho de olhar desconfiado, deram o nome de PFL.

No momento do nascimento, pai e mãe foram exorcizados por um frade capuchinho que andava mundo afora a cata de demônios para converter. Von Min Tahr preferiu ser cinza a tornar-se cristão. Maquiavélica, a Pior Puta desconfiou da objetividade do exorcismo e dali passou a freqüentar a sociedade como uma Dama de Luxo, aceita pelos barões do Sudeste Maravilha. Os Donos da grana jogavam moedas para os garotos após saciarem-se nos braços da mãe. Cresceram assim os meninos-diabo, desconfiando de quase todos como a mãe fazia, e vampirizando a tudo, tal qual o pai.

Já homens de si, nesses dias, professam qualquer crença. Sugam os pescoços que encontram e se refestelam depois entre vinhos envelhecidos e queijos de cheiro duvidoso. Aprenderam a prometer qualquer coisa, sem a necessidade de cumprir o dito. São os filhos da Pior Puta, a anti-Geni. Aquela que não foi execrada por parecer demais com a Corte a que servia. Era a encarnação dessa Corte Republicana. A pior puta: aquela que cobra antes e não dá depois.



Escrito por Kleber às 17h00
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Pesquisas e mídias

 

Semana longa de seis dias. Domingo abre outubro e a vida segue com definições e incertezas. No Brasil serão definidos novos deputados estaduais e federais, claro que há ainda uma vaga para o Senado Federal por estado. Governadores também serão definidos em 1º turno. Para presidente essa também é uma possibilidade real. Os indicadores dos maiores institutos de pesquisa apontam para vitória de Lula, entretanto a editorialização dos maiores veículos de comunicação social interpretam os números ao seu modo.

Números que não se pode saber da exatidão. Ficamos assim nessa longa semana, quase nas mãos desses institutos e mídias. Próxima segunda-feira, podem eles silenciar e produzir a manchete indesejada. Torço por isso. Voto por isso. Não é pouco na vida desse país.



Escrito por Kleber às 07h50
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