Olha o tempo


Para quem se endereça uma inscrição? Ao mundo ou ao tempo desse mundo? Como se alguém pudesse supor a frase num filme-acabado-redondo: "você é meu tempo". Não cabe. O espaço ainda é a ambição humana, mesmo quando sua maior preocupação é o tempo.

Nota: Valeu pelos comentários Ella. Conversemos então!



Escrito por Kleber às 20h59
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Pedagógicos tempos

Aprende-se sem querer, ensina-se sem querer. A razão objetiva, aquela que não deixa espaço entre os dedos da mão para que a verdade escape, inviabilizou a própria. Aproximar e distanciar os dedos conforme o fazer é condição de sobrevivência dessa espécie dita humana. Há ainda o dedo afastado, que seria o ícone desse presságio.

O polegar -  pequeno ou grande – ensina ao observador da mão a plástica dos movimentos desse ajuntamento de líquidos, músculos, ossos e pele. Humano, bípede e por isso mais capaz de entender a mão, esquece disso.

Talvez um sofisma para a ausência de dar aquilo que já não percebemos em nós; no caso as mãos. Entretanto e entre atos, há motivos além da razão objetiva para a inobservância. O que a mão ensinaria se perde em seu uso e o tempo das mãos dadas já não é tempo; é retrato. Tempo é o que se vive e as mãos trabalham sinapticamente, a serviço do próprio corpo. O tempo para as mãos grandes.

Escrito por Kleber às 12h40
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Como escorrem as coisas, mesmo no áspero chão da pele. Como deslizam as pessoas pelas conveniências miúdas. Uma tristeza galopa em corações juvenis que a cada dia mostram-se menos aptos a esperança. O sentido da paciência é subtraído, traído mesmo, corno de si.

Há o medo e a coragem que o medo evoca. Tristes dias. Tristes os trópicos de cima e de baixo. Tristes textos e os dedos que saltam de tecla em tecla, sem bem saber ao certo aonde pousar, o que dizer.



Escrito por Kleber às 08h24
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Numerologias

11 e 111. A cada povo a sua sentença.  Setembro alinha números de violências que tem rabo. Alguns comemoram, outros se resignam. O coronel feito detergente da desgraça humana no Carandiru, assassinado economicamente aqui. Um tiro. Qual a inteligência desse tiro? Nos EUA o fantasma Laden que faz Bin na cabeça do Bush que faz bang-bang nas cabeças mundo afora. Um par de prédios. Qual a arquitetura dessa explosão? 11 e 111. Em cada medida a miséria que se quis.



Escrito por Kleber às 07h40
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